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Você acabou de adentrar no mais íntimo do meu ser, na parte onde a poesia reina, onde o instinto poético que me foi presenteado de nascença, me fez exprimir os mais variados sentimentos, onde toda fúria e amor se mesclaram concedendo asas à minha imaginação para combinar cada vernáculo e construir tudo que reside aqui. Aproveita e partilha desse ímpeto...


domingo, 31 de maio de 2015

Ciclo Sem Fim



No meu sangue, glóbulos brancos, hemácias, plaquetas e você
Percorrendo o meu corpo em poucos segundos
Levando vida a todas as células
Participando de cada reação e síntese complexa
Combatendo cada antígeno e mantendo esse complexo de organismos
São e salvo para te amar.

Claudenor de Albuquerque

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Meu Amigo Beija-Flor



Dizem que as amizades inesperadas são as melhores
Aparecem do nada e se tornam tudo em um "tico" de tempo.

Bem assim numa tarde cinza, Um diminuto azul se sobressaía
Pairando sobre a campina e beijando suas camaradas.

Um simples barulho e lá se ia como num cerrar de olhos
Nem dando tempo ao desânimo lá estava ele me fitando.

Muito xereta me arrodeava, calculando o perigo que eu representava
Acercava ignorando o pavor pelo desconhecido
E sem demoras em minha mão aterrizou.

Tão frágil e mínimo que um temor em acarinhá-lo eu nutria.
Sua companhia virou rotina e impreterivelmente ele vinha
Aspirar meus lírios e ganhar meu cafuné como prenda.

Senti sua ausência e assim foi por alguns dias
E qual não foi minha surpresa, sua família em minha varanda
me apresentando ele estava, dois "pelancos" e sua amada.

Dei-lhes meu melhor lírio, seguido de meu melhor carinho 
e partiram sem deixar nada, exceto o amor que carregavam.



Claudenor de Albuquerque


sábado, 27 de setembro de 2014

Dona Maria, Uma Mãe do Brasil



O que esse menino tem?
Dois dia que num come
Vô levar ele no Dotô.
Pruquê ninguém fala cum eu
Eu existo e meu fio também.
Inda bem que me deram um dedo de prosa
Vô ficar no corredor esperano
Que o médico tá drumindo.
Já tem pra mais de um dia que espero
Meu fio chora cum dor
Pensando bem
Inté que tá demorano menos que as otras veis.
A mulé botou um soro no menino
Disse que tá medicado
Que é só gripe
Meu fio vai ficar bom.
O minino num abre os oio
Gritei pruma Dotora acudir
Botaram ele inté numa cama.
Uma mulé de branco me falou que meu fio morreu
Ingual aos meus otos quatro
Vô mimbora pra casa e tentá fazê mais oto
Pra ver se vinga.


Claudenor de Albuquerque

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Alquimia de Versos




A arte em conceber poesia
Dar o tiro certeiro
Em meio a uma salada de metáforas.
Caçar cada ingrediente
Na imensidão do oceano de palavras.
Nessa química mística perseguir o metal dourado,
O êxtase do leitor quase em torpor.

Claudenor de Albuquerque

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um Dia de Internauta


Ao acordar verifiquei meu "Face"
Pra atualizar meu status de hipocrisia
E compartilhei a foto de um bebê com malária
Fazendo minha boa ação do dia.
Também chequei meu e-mail,
Vi a oferta que não era oferta do Peixe Urbano
E fui enviar minhas correntes
Pra mais cinco pessoas cada,
Afinal tenho medo da morte.
Na hora do café um pouco de What's App,
Chorei de rir com meus grupos de inutilidades
E reenviei uns vídeos "+18".
Depois atualizei o Instagram
Postei umas "selfies" que fiz no banheiro
E da feijoada que tava " da hora".
Assinei umas petições on-line,
Sou revolucionário e quero mudar o mundo.
Vi uns videos super importantes no Youtube
Uns vídeos de humor e de games,
Uns poucos, dez ou quinze.
Fiz uns " check-ins" no Foursquare,
Tá difícil, mas ainda serei "O Prefeito".
Twittei algo legal que eu queria ter feito
E dormi.



Claudenor de Albuquerque

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Remorso


Um prato a menos na mesa
menos louça pra lavar,
Hoje eu não reclamaria.
Meio guarda roupa pra eu usar
Sem meu lado ocupar,
Eu simplesmente me espremeria.
Sem esperar pra me banhar
ou meus dentes escovar,
Agora eu esperaria.
Sem roupas no chão
Ou qualquer bagunça,
Eu com prazer arrumaria.
Mais espaço pra eu me espalhar
sem ninguém pra atrapalhar,
Eu juro que te abraçaria.
Sem barulho, sorrisos
Felicidade ou razão,
Apenas a solidão.


Claudenor de Albuquerque

domingo, 14 de setembro de 2014

Saudade



Só quem conhece a saudade
Sabe quanta dor um ser pode carregar.
Quantos dias perecemos e ressuscitamos
Com o toque do despertador.
A saudade é a pior das moléstias
Não possui vacina ou antídoto.
E sem dúvidas insisto
Criação de Deus não pode ter sido.



Claudenor de Albuquerque

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Acinzentando



O cinza das manhãs
Enevoadas de poluição
Onde nada parece certo.
Acinzentar vira verbo
E a conjugação é cotidiana.
Realidade monocromática
Que apenas é suspensa
Quando o negrume do sono
Ao cerrar dos olhos debuta



Claudenor de Albuquerque

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Críticas





 Criticar é vital
Aceitar tudo é burrice.
Critico até os críticos
E as leis da natureza.
Critico a verdade
E toda sua mentira. 
Critico toda espécie de vida
A minha ou a sua.
Senso crítico é a maldição
De quem realmente o usa.


Claudenor de Albuquerque

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Burguesia




A superficialidade e a falsidade

Caminham juntas

Por degraus de mármore carrara.

A burguesia fétida destila seu veneno

Maquiado por charme e boa educação.

Aparências de um pseudo glamour e felicidade

Mais falsos que as pérolas que a adornam.

As amizades são mais escassas que os diamantes

E cada elo da corrente precisa ser de ouro.

Sagrado seja o caviar e o champagne

Estes são os verdadeiros valores.



Claudenor de Albuquerque


domingo, 17 de agosto de 2014

Leia Na Minha Ausência





Poesia simples com espírito alegre
Pra sua felicidade virar rotina
Minhas palavras te fazerem companhia
E o tempo passar célere.
Versos amenos pra tempos difíceis
Quando faltar fé e sobrar nostalgia
E até as rimas se perderem nas tentativas
De se manterem positivas.
Estarei em qualquer canto 
De qualquer cidade
Onde você estiver
Basta você ter saudade.

Claudenor de Albuquerque

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Dom



Uma maioria vazia
se completa
e pensa ser feliz.
Tantos eremitas
no total ostracismo
apesar de conseguirem amar.
O maior dom de todos
nem todos possuem
Amar é para poucos.


Claudenor de Albuquerque

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Mundo Novo




Vieram anunciar a boa nova
Agora o amor é a maior divindade
e o respeito a maior diretriz.
A semente que plantamos ontem 
floresceu hoje
sanando a imensidão de cegos e surdos.
Uma comunidade ecumênica
da liberdade humana foi fruto
e por um minuto se fez luto
por tanta iniquidade vivida.
Fecho os olhos, me belisco
e acordo de um sonho bonito
tenho que parar de beber tanto.


Claudenor de Albuquerque

Souvenir




Trago lhe um pequeno souvenir
de inexpressiva importancia, 
desde sempre me acompanha.
Sei que acharás utilidade, 
apesar de ele bater descompassado
e apenas vc pode conserta-lo.
Está empoeirado, cansado
mesmo sem nunca ser usado
coloque a cabeça em meu peito
então verá como é rápido
esse coração apaixonado.


Claudenor de Albuquerque

domingo, 8 de dezembro de 2013

Sem Graça




Piada sem graça é andar na praça, molhado de chuva e cheirando a fumaça.
Como compreender tantas risadas?
Adicione o amor que a equação se basta.

Claudenor de Albuquerque

domingo, 31 de outubro de 2010

Apelo Inútil


Realidade bizarra
Me sinto uma cigarra
Grito até explodir
E ninguem faz nada
Além de não me ouvir.


Um idiota faminto
De boas novas
Ingênuo convicto
Aguardando esmolas.

Ninguém vai me ouvir
Melhor desistir
Ninguém dá "bola"
Não sei mentir
Nem dou Bolsa-Escola.


Claudenor de Albuquerque

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bon Vivant


A Trivialidade de tudo
A banalidade do mundo
Ser ou não ser?
Não espere pra saber
Seja enquanto há tempo
Enquanto há sentimento
Aqui não é só momento
É destino final sem julgamento.
Seja enquanto há vento
Sem direito a arrependimento.
E no final dirão
Aqui jaz um " bon vivant".


Claudenor de Albuquerque

sábado, 16 de outubro de 2010

Bêbado Não é Ninguém


Pode jogar pedras em sua cabeça

Nesse bêbado largado em qualquer mesa

Iludido, excluído e mesquinho

Quer tudo apenas pra si

Todo o puro malte e a loucura

Toda solidão e desventura

Bêbado maldito e ignorante

Morra envolto ao seu desencanto.


Claudenor de Albuquerque

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Mundo Perfeito!


O mundo é santo
Todo homem é bom
Todos se ajudam
Todos se amam.
Ninguém sente fome,
Estupra,
Mata,
Ou mente
Exceto eu .


Claudenor de Albuquerque

Último Poema


Meu último poema
Dedico para quem me odeia
Para quem me veja
Me alveja
Ou me inveja.
Nesse último suspiro poético
canto o globo
E quem já me fez de bobo
Que não foram poucos.
Ofereço principalmente a quem amo
E essa sei de cor
É a única pessoa
Que não me faz sentir só.
E o derradeiro poema
Tece sua teia
Seus últimos versos
Tentando traduzir o inverso
Creio que sem sucesso.


Claudenor de Albuquerque

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Divagação de Um Perdido


Quero te contar um segredo...
O mundo é um imenso labirinto
Uns se perdem e nunca se acham
Outros se acham querendo não se achar
Tantos se perdem em qualquer buraco
E se acham num beijo e num abraço
Num sorriso de um palhaço
Na trivialidade de um laço
E se perdem novamente
Nos labirintos da mente.


Claudenor de Albuquerque

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Devorando Uma Diva Todo Dia


O sal de seu suor
Em minha boca fria
Molhada pela tua saliva
Tudo envolto em eterna magia
Percorrendo cada recanto
Vestido solamente de
Tua sedução e encanto
E me afogo em teu manto
Pernas e bocas
Braços e coisas
Devoro a diva
Que minha cama habita
O faço com alegria.


Claudenor de Albuquerque

sábado, 18 de setembro de 2010

Soneto do Cupido Safado


Benquisto ministro
Do amor imprevisto
Safado cupido
Fez me detido.


Pregou me uma peça
Homessa!
Minha vida começa
Em seus braços desperta.


Cupido divino
Não fosse teu tiro
Estaria sozinho.

Mostrou-me o caminho
Do amor resoluto
Fez me teu usufruto.


Claudenor de Albuquerque

Santo Amor


Se santo fosse
Santificaria o vosso nome
Abençoaria tua água e tua vida
Todos os dias
Porém santo não sou
Então te dou meu santo amor
Te livro dos prantos
Torno tua vida abençoada
Fazendo você se sentir amada.


Claudenor de Albuquerque

Ser Humano


O ser humano não é
Nunca foi
ou será
Um ser humano.


Claudenor de Albuquerque

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Viva ao Cinismo!


O mundo está perdido
Nada mais faz sentido
Nem a graça do riso
Nem o amor e o vinho
Sinto-me ficto
Em um vão caminho
Coberto de espinhos
Num imenso vazio
Brincando e seguindo
Estou mentindo
Vivo sorrindo
A vida é um misto
De cinismo
E presença de espírito.


Claudenor de Albuquerque

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Intrinsecamente Relacionados


Sobre sóis e girassóis
Flores e beija-flores
Mares e pescadores
Árvores e sombras
Letras e poetas
Você e eu.


Claudenor de Albuquerque

O Enforcado



Sangrando em desespero
Meus pés nem tocam o chão
Um apertado nó no pescoço
Num calabouço avesso à luz
Não se trata de gravata
É uma corda pendurada
Respiração ofegante
Exercício diário de resistência
À noite ao final do turno
Descanso uns momentos
Acordando ao final
Das minhas inúteis ilusões
A corda volta pro mesmo lugar
De onde não deveria estar.


Claudenor de Albuquerque

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Passando Despercebido


Ele não era ninguém
Não amava alguém
Estava muito aquém.
Desconhecido lado B
Era mesmo o Z
um mês chuvoso
Governante deposto
Fundo do poço.
Deus olha lá de cima
Porque criei tal porcaria
Pisarei igual barata
Nem precisa ele mesmo se mata.


Claudenor de Albuquerque

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Final do Carnaval


A última purpurina
Da quarta feira de cinzas
Empresta seu tom de saudade
Grudada ao suor de quem pula
E a alegria aparentemente infinita
termina levando consigo a música
Quem trabalha no outro dia
Junta seus cacos e se manda
Deixando as solitárias purpurinas
Pro pessoal da limpeza dar conta.


Claudenor de Albuquerque

Uma Crítica à Vida


Essa poesia não faço pra mim ou pra vocês
Transcrita em inglês ou Francês
Tanto faz, tanto fez.
Faço essa poesia pra vida
Uma criança crescida
Malcriada, fantástica
Mimada e sarcástica.
A vida é um insulto
Às vezes um esbulho
Do nada perdemos tudo.
A vida é um enigma
Nem o desvendamos
E termina.
A vida pode ser divina
Ou maligna purpurina
Que ao voar traz alegria
E ao cair tragédia infinda.

Claudenor de Albuquerque

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vida Incerta, a melhor descoberta


Chuva ácida
Corrói placas
Foi-se a de pare
Como se adiantasse.

Nada para
Tudo sara
Medo bate
Mar invade
Magra sorte
Santo forte
Enganei a morte.

Oportuno furacão
Vem do norte
Bagunça o coração
Espalha a sorte.


Como não pensei?
Viver hei
Até não sei...


Claudenor de Albuquerque

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um Soneto Sobre a Mesmice


O sempre corrói
O animus vivendi
Dói
Sempre.


O sempre usurpa
Instinto de liberdade
Estupra
A sagacidade.


Do sempre se extrai
Linha reta
A paz.

Água parada
Brisa salgada
Calma sagrada.


Claudenor de Albuquerque

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Homenagem ao Grande Amor



Cem anos não queria ter
Se cem amores não pudesse viver.
Cem amores dentro de um
Um amor que vale por Cem
E cem vidas não refletiriam
O único amor que tenho.


Claudenor de Albuquerque